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Na manhã da quarta feira 02 de março de 2016, o DCE participou de uma reunião com Mendes JR (pró-reitor de Assistência Estudantil), professora Kátia (Diretora UAST) e professor Danuzio (atual coordenador de cursos da UAST), onde foram debatidas e esclarecidas várias questões que diz respeito ao nosso Campus.

Inicialmente, pedimos esclarecimento e modificação da última notícia divulgada na página da UAST, pois o texto ameaça o estudante. A convocação era clara: quem não comparecesse a reunião corria o risco de suspensão da bolsa de moradia. Não podemos aceitar essa maneira de tratamento aos discentes, independentemente de qualquer coisa, a bolsa é direito do aluno. Mendes Jr, relatou que a forma de divulgação da informação foi infeliz, pediu desculpas e prometeu ter mais cautela nas próximas notícias divulgadas, mas ainda justificou a ameaça como forma de incentivo para que os alunos não faltem as próximas reuniões.

Em seguida, questionamos o que faltava para a inauguração das casas de estudante, pois sua estrutura física já está pronta. O pró-reitor afirmou que a estrutura física estava praticamente pronta, faltando apenas alguns detalhes de acabamento, e disse que o principal motivo de ainda não ter sido aberta é pelo fato de estar sendo feito um estudo detalhado de todas as possíveis necessidades dos estudantes, levando em conta as particularidades do campus, além disso, a Diretora Kátia complementou que também estava ansiosa para a abertura da casa, mas que precisamos ter calma para que tudo ocorra bem. Esse planejamento não poderia ter sido feito nesses longos anos de obra parada?

Em nossa reunião, não poderia faltar o tema Restaurante Universitário (RU), pois é uma tecla que vamos continuar batendo até que ele se concretize. Mendes relatou que essa luta não é só do DCE, mas que também é uma luta da atual gestão da UFRPE, disse que no cenário econômico do país está difícil de ter apoio do governo federal para que esse feito aconteça, porém segundo ele, o projeto já está pronto, agora falta buscar o apoio financeiro do MEC. Questionamos quais outras medidas que poderiam ser feitas para atender essa necessidade dos alunos que é imediata. Nossa proposta construída no Seminário de Assistência Estudantil do ano passado é o financiamento da metade do valor da refeição como medida temporária. Mendes relatou que estudos estão sendo feitos e a impossibilidade pelo fato da lanchonete ser licitada e que segundo as normas da instituição, não seria legal justificar um gasto desses. No fim, ficou aquela velha interrogação de que não existe previsão para o R.U., neste ano a UAST irá completar 10 anos e a UAG 11 anos, e o tão sonhado RU continua ainda na forma de sonho. Uma necessidade e um direito do aluno não podem ser ilegais. Vamos continuar lutando por uma alimentação de qualidade e acessível. A única notícia boa é um pequeno AUMENTO no valor das bolsas de alimentação.

Por fim, questionamos sobre os temidos cortes, o que mudaria daqui por diante. Kátia relatou que as principais áreas afetadas são a dos transportes para congressos e afins e a diminuição de gastos. Será mais difícil conseguir o deslocamento dos alunos para essas atividades. Mas ela afirmou que as aulas de campo e transporte circular pela cidade continuam normal, sem alterações. E a preocupação de todos os estudantes é o aumento de estudantes nesse novo semestre e a mesma frota do ano passado. A diretora aproveitou para pedir o apoio dos alunos para reduzir o consumo de energia.

No geral, a reunião foi proveitosa, marcada por leves alfinetadas de ambas as partes, como sempre o DCE pressionando pelos nossos direitos e a Administração cobrando a compreensão das limitações que são impostas pelo sistema.

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